Se você tem claustrofobia, evita elevadores, sente desconforto ao ficar em salas sem janelas, ou entra em pânico só de pensar em ficar preso dentro de um avião, metrô ou tomógrafo… esse texto é para você.
A claustrofobia é um medo real, intenso e limitante de espaços fechados ou confinados. Embora muita gente brinque com isso, quem vive essa fobia sabe o quanto ela pode gerar crises de ansiedade, sensação de sufocamento e até pânico em situações simples do dia a dia.
Este artigo vai te ajudar a entender o que é claustrofobia, como ela se manifesta, por que ela acontece e quais os caminhos mais seguros e eficazes para buscar tratamento.

O que é claustrofobia?
A claustrofobia é uma fobia específica caracterizada pelo medo extremo de estar em espaços fechados ou com pouca possibilidade de escape. Embora não exista um perigo real, o corpo reage como se fosse enfrentar uma ameaça, disparando sintomas intensos de ansiedade.
Locais comuns que desencadeiam esse medo:
- Elevadores ou escadas apertadas;
- Aviões e metrôs lotados;
- Salas sem janelas ou com portas trancadas;
- Banheiros pequenos ou caixas de ressonância magnética (tomografia/MRI);
- Túneis, porões ou armários.
Sintomas comuns da claustrofobia
- Sensação de falta de ar, mesmo em ambientes ventilados;
- Palpitações, tremores, suor excessivo e tontura;
- Pânico ao perceber que não há saída imediata;
- Vontade urgente de sair do local, mesmo antes de entrar completamente;
- Sensação de “morte iminente” ou desmaio;
- Pensamentos como: “E se eu ficar preso aqui?” ou “E se eu não conseguir sair?”.
Esses sintomas muitas vezes aparecem antes mesmo da situação real acontecer, o que leva a pessoa a evitar lugares e situações por medo de ter uma crise, um comportamento que, ao longo do tempo, pode limitar profundamente a liberdade e a rotina.
É comum ter claustrofobia?
Sim. Estima-se que cerca de 4% da população sofra com claustrofobia em algum grau, segundo dados do Hospital Santa Mônica. O termo “claustrofobia” recebe cerca de 2 a 3 mil buscas mensais no Google Brasil, sendo muito discutido em fóruns sobre ansiedade.
Crises noticiadas em elevadores, trens ou ressonâncias, por exemplo, costumam aumentar o interesse pelo tema. Mas, mesmo fora dos holofotes, a claustrofobia é um sofrimento presente e real na vida de muitas pessoas.
Por que sentimos esse medo?
Algumas causas possíveis:
- Experiências traumáticas (como ficar preso em um local fechado na infância);
- Fobia herdada ou aprendida, ao conviver com alguém que também tem esse medo;
- Predisposição à ansiedade, onde o cérebro interpreta qualquer “falta de controle” como ameaça;
- Associação inconsciente entre espaço fechado e risco, perda de controle ou sufocamento.
O corpo reage com uma descarga de adrenalina, como se estivesse diante de um risco de vida, mesmo que racionalmente a pessoa saiba que está segura.
Tem tratamento? Como lidar com a claustrofobia?
Sim! A claustrofobia tem tratamento e a maioria das pessoas que busca ajuda consegue retomar a liberdade, enfrentar situações antes evitadas e recuperar o controle emocional.
✅ Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):
Ajuda a identificar os gatilhos e pensamentos distorcidos, promovendo reestruturação cognitiva e exposição gradual a ambientes fechados.
✅ Técnicas de respiração e regulação emocional:
Ajudam a controlar os sintomas físicos e evitar que a crise se intensifique.
✅ Mindfulness e grounding:
Práticas que ajudam a reconectar com o momento presente e reduzir pensamentos catastróficos.
✅ Terapia de exposição (com suporte profissional):
Exercícios guiados que, de forma segura, expõem a pessoa a situações que antes provocavam medo, para reeducar o cérebro.

Quando procurar ajuda profissional?
Você deve considerar ajuda psicológica se:
- Evita lugares fechados constantemente;
- Já passou por crises em elevadores, aviões, salas pequenas ou exames médicos;
- Deixa de fazer atividades importantes por medo do ambiente;
- Ou sente que sua rotina está limitada pela claustrofobia.
Portanto, se você já esteve exposta a alguns dessas situações acima, está na hora de buscar ajuda! Com apoio profissional, é possível superar esse medo com segurança e sem julgamentos. Acesse a plataforma Cadê Meu Psi e tenha acesso a profissionais qualificados, e com preços acessíveis para te ajudar!